Cambridge, MA
é a penúltima linha da minha morada, enquanto aprendo matemática no MIT.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
A.
Fiz uma amiga nova. É portuguesa. Não sei se ficámos amigas por amor à sopa ou se por chorarmos a lembrar Timor.
pimentos de Halloween
Mas também o tradicional: mascarei-me de Rosie the Riveter, e esculpi a abóbora mais feliz de todo o halloween.
it's now or never
Numa prateleira acumulam-se bilhetes: Truth Values, uma peça de teatro de uma ex-aluna de Matemática no MIT; STOMP; The Donkey Show, um conto de uma noite de verão de Shakespeare, versão dance club dos anos 80; dois espectáculos da Boston Symphony Orchestra; uma multidão de abóboras iluminadas; no sábado vou ver a Mariza na Berklee.
E porquê tantos bilhetes?
Porque este é o último ano do doutoramento. O último ano que sou grad student e tenho descontos para tudo e mais alguma coisa, o último ano que vivo em Cambridge MA, possivelmente o meu último ano de América. E portanto, embora ainda não pense muito nisso, há um sentimento de it's now or never, só me arrenpendo daquilo que não fizer, sim, quero, sim, compra um bilhete para mim também.
Sábado, Outubro 24, 2009
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
como foi
Primeiro foi a Susan Hockfield, presidente do MIT, depois o presidente da MIT energy initiative, e quando já achávamos que nunca mais acabaria a parada dos presidentes das outras coisas, lá vem ele, começa com a costumeira Harvard vs. MIT joke, mais umas piadas sobre as peculiaridades dos estudantes do MIT, incluindo qualquer coisa sobre a tabela periódica, ai que imbuído do espírito que ele está, é mesmo cá dos nossos, seguindo pelos elogios a estas extraordinary young people, blá blá blá, legacy, blá, intrepid few, blá, cortar a direito pelos grandes feitos, homens na lua e tal, innovation, discovery, seguimos pelas dificuldades dos dias de hoje, challenges, bankrupt families and businesses, wall street, main street, e depois o que é que vamos fazer, lá vem a parte sobre a energia, o vento e tal, o Massachusetts é o maior, mais um bocado, a energia é que é, e quando o interrompem aplausos ele diz "that deserves applause", e às vezes repete, "big round of applause", como quem lê uma indicação cénica que está entre parêntesis, mas ele nem está a ler nada, faz isto tudo de cor, temos homem, ali com a sua gravata cor de rosa e o pin da bandeira americana na lapela, olho para ele e parece-me que está a ficar com entradas, o cabelo mais ralo ali nos cantos, e depois, assim meio de repente, eu a olhar para a hairline do senhor, e ele "Thank you very much God bless you", e acabou, pronto, foi o quê, um quarto de hora, vinte minutos?, e começa uma marcha qualquer a tocar, parece, será, é que parece mesmo, é música do circo, por acaso até faz sentido se pensarmos nisso, e ele a dar apertos de mão, flashes, o auditório esvazia-se, pronto, acabou.
alvoroço
Está cá na escola o sô presidente. Por causa disso há muita gente na rua, muitos polícias, motas, carros e helicópteros, ruas com o trânsito cortado e sítios onde hoje não se pode estacionar a bicicleta. Com tanta gente a querer ir ver o Obama botar faladura, numa mistura entre Messias e superstar, só se pode ir ver por convite, mas em muitos outros auditórios da universidade, o discurso é passado em directo ecrãs gigantes. Eu estou num deles, para ver como é.
Terça-feira, Outubro 20, 2009
e esquilos, claro
E esquilos, claro, mas isso há aos magotes. Por exemplo, neste momento há três aos saltos ali no quintal.
os amigos do bambi

Nos últimos tempos vi um guaxinim, um texugo, e um daqueles esquilos pequeninos, chipmunk, diz a wikipedia que se chama tâmia. Tâmia? Whatever.
É que se houvesse alguma dúvida, aqui está a prova de que a Disney é uma companhia norte-americana. Se fosse portuguesa, o Bambi era um burrinho, e os amigos eram a galinha, o javali, e talvez com sorte o lince ibérico, vá.
rush
Comprar a viagem para casa é sempre assim, uma rush, não sei se de gastar tanto dinheiro ao mesmo tempo se de, oh céus, vou mesmo a Portugal!
Mas, se eu ainda contasse os dias que faltam para as viagens para um lado e para o outro, agora contava: mês e meio. Mês e meio! Quase nada, if you think about it.
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